Cogeração: Ampliação da Oferta de Energia Elétrica com a Biomassa (Bagaço da Cana-de-Açúcar)

  • Mariana Garbarino Zancaner Fundação Armando Alvares Penteado
  • Tharcisio Bierrenbach de Souza Santos Fundação Armando Álvares Penteado
Palavras-chave: Cogeração. Matriz energética. Bagaço. Diversificação, Venda de energia elétrica

Resumo

O objetivo do presente trabalho é avaliar a capacidade da expansão do fornecimento de energia elétrica através do processo de cogeração com bagaço de cana-de-açúcar na matriz energética brasileira. O processo de cogeração, por definição, é eficiente e sustentável em termos ambientais, e apresenta como principal vantagem um grande potencial para complementar o parque hidroelétrico nacional, que dentro do cenário atual tem uma grande dependência na geração de energia pela queima de combustíveis fósseis que aumentam a emissão dos gases causadores do efeito estufa e das usinas hidrelétricas, que ficam a mercê dos níveis pluviométricos e da topografia correta. Por essas características, tais projetos alagariam imensas áreas, provocando grande impacto social e ambiental, ou utilizam pequenos reservatórios, o que diminui a capacidade geradora desses empreendimentos. O Brasil adotou historicamente o modelo de produção de eletricidade baseado na hidroeletricidade (71%) que utiliza, em sua maioria, grandes reservatórios para diminuir as influências da variação da energia natural afluente, porém, os reservatórios não estão crescendo no mesmo passo que a demanda por energia. A cogeração não é um método novo no Brasil, ele vem sendo usado há muito tempo, como forma de suprir as atividades das usinas produtoras de álcool e açúcar, já que seu principal insumo é o bagaço proveniente do processamento da cana. O setor sucroenergético projeta um grande crescimento da demanda de açúcar e etanol, significando também em aumento do bagaço disponível para produção de energia. Com essas tendências, o setor teria a capacidade de produzir cerca de 14% da eletricidade nacional no ano de 2020. Para que isso seja viável será necessário uma reestruturação industrial com a adoção de tecnologias mais eficientes e maiores incentivos governamentais e econômicos.
Publicado
2013-09-09
Seção
Artigos