A PERCEPÇÃO DA MORTE E DO MORRER POR ESTUDANTES DE MEDICINA

  • Flavia Braga Lopes Couceiro Universidade de Mogi das Cruzes
  • Luci Mendes de Melo Bonini Universidade de Mogi das Cruzes
  • Carolina Afférri Universidade de Mogi das Cruzes
  • Helen Naomi Imada Universidade de Mogi das Cruzes
  • Luiza Machado Nictheroy Universidade de Mogi das Cruzes
  • Renan Antônio da Silva Universidade de Mogi das Cruzes
Palavras-chave: Morte, Estudantes de medicina, Pacientes terminais, Compreensão da morte

Resumo

RESUMO: O conceito da morte e do morrer engloba uma fusão de ideais filosóficos, teológicos e científicos, ele acompanha os seres humanos durante todo o seu desenvolvimento de maneira a lhes atribuir uma sensação de imprevisibilidade e incerteza. Essa temática é acompanhada pela negação severa o que transforma a morte em um tabu. O acadêmico de medicina ao estar despreparado e com dificuldade de lidar com esses momentos pode criar sentimentos de insucesso, impotência, culpa e fracasso. O objetivo dessa pesquisa foi conhecer as representações dos estudantes de Medicina sobre a morte e o morrer de um paciente, como também identificar em quais disciplinas ou conteúdos no curso que incluem a temática. Tratou-se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem qualitativa e de corte transversal. A coleta de dados vinculou-se a questionários individuais em formulário digital por meio do Google Forms e formulários físicos com os dados tabulados em software Excel e agrupados em categorias, destinados a 100 acadêmicos do curso de Medicina de uma Faculdade da região da Grande São Paulo. A análise das informações abrangeu as percepções desses alunos e os modos pelos quais encaram a morte, cada participante definiu a morte de uma maneira diferente, desde o fim das atividades vitais de um organismo até o fim de um ciclo espiritual. Na graduação, a maioria nega que haja a competência frente a morte na grade curricular, mas futuramente, no ambiente de trabalho, almejam encará-la como uma situação natural, com profissionalismo e sensibilidade. Questionou-se também o âmbito religioso, no qual houve um número significativo de indivíduos que acreditam na religião como um refúgio pessoal, proporcionando conforto, resposta e fé.

Palavras chaves: Morte. Estudantes de medicina. Pacientes terminais. Compreensão da morte.

ABSTRACT: The concept of death and sleep encompasses a fusion of philosophical, theological and scientific principles, human accompaniments throughout their development in order to attribute a sense of unpredictability and uncertainty. This theme is accompanied by the severe denial that turns death into a taboo. The unprepared medical students in order to deal with extreme experiences, can create feelings of failure, helplessness, guilt and failure. The objective of this research was to know the representations of medical students about death and dying of their patients, as well as to identify which disciplines or contents includes the subject in the matter. This was an exploratory-descriptive study with a qualitative approach and cross-sectional. Data collection is linked to questionnaires of individuals in digital form through Google Forms and data access form tabulated in Excel software and grouped into categories, serving 100 medical students of a College from the Greater São Paulo region. The analysis of the informations covered the perceptions of these students and the ways they face death, each participant defined death in a diferente way, from the end of an organism's vital activities to the realization of a spiritual cycle. In undergraduate studies, most of the students deny that the subject is included in a curricular discipline, but in the future, they desire to deal with it with professionalism and sensitivity in their work environment. As for their religion, a majority of them believes on it as a personal refuge, providing comfort, response and faith.

Keywords: Death. Medical students. Terminal illness. Understanding of death.

 

Biografia do Autor

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Estudante de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8118-8559

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, pesquisadora no Mestrado em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT-USP). ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6426-218X.

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Estudante de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8290-362X.

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Estudante de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8726-7255.

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Estudante de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6012-4764

{$author}, Universidade de Mogi das Cruzes

Pós-Doutorando pelo PPG em Políticas Públicas da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Doutor em Educação Escolar (UNESP). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1171-217X.

Publicado
2019-12-18

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