A PERCEPÇÃO DO FISIOTERAPEUTA SOBRE SUA AUTONOMIA NO MANEJO DO CUIDADO DOS PACIENTES COM SDRA

  • Taiani Aparecida Souza Universidade do Vale do Itajaí
  • Fabíola Hermes Chesani Universidade do Vale do Itajaí

Resumo

O fisioterapeuta que atua na UTI deve ter autonomia para realizar suas funções. Analisar os benefícios e riscos potenciais, compreender a condição clínica do paciente, os objetivos traçados pela equipe multiprofissional, as competências e limitações envolvidas em cada estratégia de cuidado. Este estudo objetivou analisar a percepção do fisioterapeuta sobre sua autonomia no manejo do cuidado dos pacientes com diagnóstico de SDRA. Trata-se um estudo de caráter qualitativo, intervenção, exploratória e de campo, realizada com 12 fisioterapeutas de quatro UTIs localizadas em Santa Catarina. A Coleta dos dados ocorreu por meio de uma entrevista semiestruturada no período de junho de 2018 e junho de 2019. A categorização e analise textual foi realizada através do software Iramuteq, através do qual foram selecionados dois temas principais que possibilitou a construção do Dendograma de Similitude. No Tema 1-Autonomia do profissional fisioterapeuta no tratamento da pessoa com SDRA, as palavras destacadas no Dendograma foram: “médico”, “fisioterapeuta”, “não”, “ventilação”, “autonomia”, “paciente”. Já no Tema 2-Relação dialógica com a equipe multiprofissional, as palavras que mais de destacaram foram: “médico”, “paciente”,“ fisioterapeuta”, “estar”, “não” e “sempre”. Ao final do estudo conclui-se que apesar dos profissionais fisioterapeutas relatarem possuir autonomia no manejo do cuidado dos pacientes diagnosticados com SDRA, alguns somente desenvolviam seu trabalho após o parecer ou aprovação do profissional médico. O que não se caracteriza como uma tomada de decisão da equipe multiprofissional, pois, esta se dá por meio de um diálogo horizontal, coerente e organizado onde todos os profissionais da equipe possam contribuir.

Biografia do Autor

{$author}, Universidade do Vale do Itajaí

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Federal de Santa Maria (1996). Mestre em Saúde e Gestão do Trabalho na Universidade do Vale do Itajaí. Concluí doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina. Realizou doutorado sanduíche na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Porto com bolsa CAPES. Professora titular da Universidade do Vale do Itajaí nos cursos de Fisioterapia e Programa de Pós -Graduação em Saúde e Gestão do Trabalho na Univali. É pesquisadora e líder do grupo GEVAS na Univali. Avaliadora de cursos e instituições do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e MEC

Publicado
2021-10-18